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Edith Piaf e Maysa Matarazzo: Duas vozes...uma canção

Duas mulheres de personalidade extremamente forte, mas que no entanto encontramos curiosas semelhanças entres elas, características parecidas, embora cada uma tenha vivido ao seu modo. Ambas tornaram-se ícones da música, usaram-na para desabafar suas queixas e declaram seus amores, a força das suas vozes dava o tom de um canto dilacerante. Viveram com intensidade a vida e suas paixões, usaram a Arte para derrubar barreiras sociais, e nem sequer deram ouvidos a hipócritas, machistas ou conservadores.
Maysa Matarazzo e Edith Piaf

Edith Piaf e Maysa Matarazzo, visualmente tinham como marca registrada os seus grandes e expressivos olhos, seus modos de encarar a platéia, acompanhado de caras e bocas, a posição das mãos ao cantar, numa postura de um alto nível de interpretação. Grandes poetas contemporâneos delas traduziram a magnitude de suas presenças nos palcos. Tratam-se de Manuel Bandeira e Jean Cocteau.

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Chico Buarque PARATODAS!

Nelson Rodrigues já disse que todo homem perto de Chico Buarque é um corno em potencial. Mas cá entre nós, qual dentre as mulheres que conhecem e reconhecem o seu vasto acervo fonográfico, que ouvindo Tatuagem, Futuros amantes, Eu te amo, Todo o sentimento e tantas outras não chega ao delírio?! Chico desde a década de 60 no cenário musical brasileiro “viola nossos ouvidos com tantos segredos lindos indecentes”.

Quando indagado donde vem esta sua notável percepção da essência feminina Chico afirma: “Convivi muito mais com elas do que com homens. Com minhas irmãs muito mais do que com meus irmãos, além de ser pai de três filhas”. Este par de olhos verdes. Ou azuis? Bem, não se sabe ao certo, mas o que não temos dúvidas que ainda persiste no sonho feminino, seja lá pelo charme, pelas canções ou pela poesia. Não somente fala para as mulheres, mas também fala pelas mulheres. Traduz as Angélicas, as Lígias, as Joanas, as Anas, as Cecilias , as Genis sem que estas jamais precisassem se explicar, falando com tamanha propriedade da dor dessa “gente que não sai no jornal”.

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